Sobre Suzano

Suzano é um município brasileiro do estado de São Paulo, na Região Metropolitana de São Paulo, microrregião de Mogi das Cruzes. Localiza-se na Zona Leste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). A população em 2010 segundo o Censo demográfico do IBGE era de 262 480 habitantes, resultando em uma densidade demográfica de 1 272,93 hab/km². A população estimada pelo IBGE em 2015 era de 285 280, resultando em uma densidade estimada de 1 369,5 hab/km².

 

Bandeira da Cidade de Suzano
Bandeira
Brasão
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A emancipação política do município de Suzano ocorreu em no final da década de 1940, e desde então destaca-se na Região Metropolitana de São Paulo por ser um polo industrial, especialmente do setor químico. Quando se tornou município, Suzano já abrigava 563 indústrias e 5.274 empresas; juntando a isso o fato de ter um setor comercial diversificado, com centros comerciais nos distritos de Boa Vista e Palmeiras, além do Centro – que possui um shopping inclusive -, o município estava, em 2009, entre os vinte que mais arrecadam Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – (ICMS), no estado de São Paulo.

O crescimento industrial de Suzano foi impulsionado no passado em razão de possuir locais disponíveis para a instalação de empresas e por ter acesso a rodovias que levam ao interior e litoral do estado. Diretamente por Suzano, passam as rodovias Índio Tibiriçá, Rodoanel e Henrique Eroles. Suzano tem acesso direto à Ayrton Senna, e indireto á Mogi-Dutra e consequentemente a própria Dutra. Destaca-se ainda em Suzano a produção agrícola e de flores, além do esporte. Suzano recebeu por toda a sua história influência da cultura japonesa, tendo recebido várias famílias do Japão no movimento migratório do começo do século. Hoje essas famílias fazem parte da economia e política de Suzano. Atualmente os principais problemas enfrentados pelo município são decorrentes da explosão populacional que ocorreu em Suzano e em toda a Grande São Paulo.

 

História de Suzano

O fundador do povoado que viria a se transformar no município de Suzano foi o padre jesuíta Francisco Baruel, que tinha por missão a catequese dos indígenas, em meados de 1660. O Frei Baruel deu início à construção de uma capela, após disputas acirradas entre índios Pés Largos e os Guaianases, nativos daquela área, com o objetivo de apaziguar os ânimos dos indígenas. A construção atraiu novos moradores e logo se formou um povoado. O santuário foi reconstruído em 1750 pelo padre Antônio Sousa e Oliveira, que deu a ele o nome de Nossa Senhora da Piedade de Taiaçupeba. 135 anos mais tarde, a capela foi transformada em igreja.

Em 1895 a igreja ruiu por conta de uma forte chuva e somente com a chegada da família Bianchi foi reconstruída. Desde então a área passou a ser conhecida como Baruel – nome escolhido pela presença da família Barweel, que chegou a Suzano no século XVI. Na década 1870, foram implantados os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo – Rio de Janeiro. Alguns anos mais tarde, em 1879, estabeleceu-se na região Antônio Marques Figueira, feitor da Estrada de Ferro. Em 1885, chegou à região o seu irmão Tomé Marques Figueira, que muito contribuiu ao povoado.

Em 1890, os dois irmãos mandaram elaborar a planta da cidade, trabalho executado pelo Conde Romariz. A primeira denominação da localidade foi “Vila da Concórdia”, nomeada posteriormente de “Vila da Piedade”. Com a encampação da ferrovia pela companhia Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1891, houve a consolidação do vilarejo. Monumento aos Expedicionários de Suzano. A via férrea que passa pelo Alto Tietê, conhecida na época como Estrada de Ferro do Norte ou São Paulo-Rio, foi construída por fazendeiros do Vale do Paraíba, com o propósito inicial de fazer o transporte do café. Na época, o local era conhecido como Guayó, mas anos mais tarde o nome foi alterado para Suzano em homenagem ao engenheiro Joaquim Augusto Suzano Brandão, que morava na central ferroviária. Como em todas as cidades da região, a estrada foi uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da área, que a partir dos trilhos registrou um número bem maior de visitantes.

Com isso, iniciou-se a implantação de várias indústrias, atraídas pelas vantagens do transporte mais eficaz e rápido dos trens. Em 1869 a estação de trens foi oficialmente construída. Em janeiro de 1897, foi realizada a primeira missa na nova igreja construída pelos irmãos Marques Figueira, passando a vila a ser conhecida por “São Sebastião do Guaió”. As reivindicações por melhores nas instalações da parada de trens foram levadas ao engenheiro residente da ferrovia doutor Joaquim Augusto Suzano Brandão que, após desenvolver criterioso estudo, atendeu às reivindicações. Foi construída uma estação na localidade e a vila, a 11 de dezembro de 1908, passou a ser chamada oficialmente pelo nome de Suzano, em homenagem a ele.

Em contrapartida, a rotina calma da estação ficou no passado. Com cerca de 18 mil usuários passando diariamente pela estação atualmente, o corre-corre e a agitação fazem parte do dia-a-dia nos trilhos. Em 1908, desembarcaram do cargueiro Kasato Maru, no porto de Santos, os primeiros imigrantes japoneses no Brasil. Eles foram convencidos por um japonês chamado Ryu Mizuno de que o trabalho de poucos anos nas lavouras de café brasileiras lhes daria fortuna suficiente para voltar ao Japão e viver tranquilamente o resto de seus dias. Em Suzano, a colônia mantém suas tradições e está inserida definitivamente em todos os setores do município.

Apesar de ser a principal influência de cultura estrangeira, e de sua predominância, não foram apenas os descendentes de japoneses que criaram a atual identidade de Suzano. Muitas famílias de origem italiana também vieram para a cidade e serviram como base para a criação de alguns bairros e indústrias importantes na história de Suzano. Os Raffo foram uma delas. O italiano Giovanni Battista Raffo veio para Suzano em 1915. Para não perder os laços com sua terra natal, deu início à fabricação de vinho no porão da sua casa, em um sobrado na Rodovia índio Tibiriçá. Anos mais tarde, em 1962, ampliou a empresa e deu a ela o nome de Viti Vinícola Irmãos Raffo Ltda., e depois, Indústria de Bebidas Irmãos Raffo Ltda. Hoje o bairro é conhecido como Raffo. Paço Municipal de Suzano, inaugurado em 2001.

A partir do início do século XX, o povoado experimentou constante crescimento, com aumento expressivo de sua população, o que justificou sua elevação a categoria de Distrito, anexo ao município de Mogi das Cruzes, por meio da Lei Estadual nº 1705 de 27 de dezembro de 1919, promulgada pelo então presidente do estado de São Paulo, Altino Arantes. Também ficou registrado na história do município o dia 8 de dezembro de 1940, quando o então arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva, determinou a elevação de Suzano a categoria de Paróquia, motivado pela importância do Distrito no contexto regional.

Após um longo caminho, em 8 de dezembro de 1948, Suzano atingiu a condição de município por meio de sua emancipação de Mogi das Cruzes, através de lei sancionada pelo então governador do estado de São Paulo, Ademar Pereira de Barros. Em 14 de abril de 1958, foi criada por lei estadual a Comarca de Suzano, cuja instalação ocorreu em 26 de maio de 1962.

 

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